É a primeira pergunta de todo mundo, e a mais difícil de responder sem contexto. Dois orçamentos para "um site" podem variar várias vezes de preço e os dois estarem certos — porque não são a mesma coisa.
Por que a variação é tão grande
Pedir preço de site é como pedir preço de obra: depende do que vai ser construído. Um site pode ser uma página única para receber anúncio ou uma estrutura com dezenas de páginas, catálogo, área de conteúdo e integrações.
O que normalmente explica a diferença entre propostas:
- Quantidade e profundidade de conteúdo — quem escreve os textos, você ou a agência?
- Design sob medida ou template — layout exclusivo custa mais e comunica melhor.
- Fotografia — usar fotos reais exige ensaio; banco de imagens barateia e enfraquece.
- SEO e preparo para IA — estrutura técnica feita desde o início, não remendada depois.
- Integrações — WhatsApp, analytics, pixel, CRM, catálogo.
- Suporte depois da entrega — quem cuida quando algo quebra ou precisa mudar.
O que costuma estar fora do preço anunciado
Orçamento muito baixo geralmente não inclui coisas que você vai precisar de qualquer jeito. Vale perguntar explicitamente:
- Domínio e hospedagem estão inclusos? Por quanto tempo?
- Certificado de segurança (SSL) está incluso?
- Os textos serão escritos por quem?
- O site vem com rastreamento de conversão configurado?
- Quantas alterações estão previstas depois da entrega?
- Os arquivos e acessos ficam com você ou com o fornecedor?
Essa última pergunta é a mais importante e a menos feita. Site que você não controla é aluguel — e a conta aparece no dia em que você quer trocar de fornecedor.
O barato que sai caro
O padrão se repete: a empresa contrata o orçamento mais baixo, recebe um site genérico com foto de banco de imagens, descobre que ele não aparece no Google, que ninguém consegue editar e que o fornecedor sumiu. Um ano depois, refaz tudo.
No fim, pagou duas vezes — e perdeu um ano de presença digital no meio do caminho. O custo real não é o do orçamento, é o do tempo perdido.
Como avaliar uma proposta
Em vez de comparar só o número final, compare o que cada proposta entrega em quatro frentes: estrutura técnica, conteúdo, capacidade de gerar contato e suporte.
E faça uma pergunta que revela muito: peça para ver sites que o fornecedor entregou e que estão no ar hoje. Projeto real, com domínio que você pode visitar. É a prova mais direta que existe.
Site é investimento com retorno medível
A pergunta mais útil não é "quanto custa", é "quanto precisa gerar para se pagar". Se o seu ticket médio é de alguns milhares de reais, pouquíssimos contratos cobrem o projeto inteiro.
Para isso funcionar, o site precisa nascer com rastreamento instalado — para você saber quantos contatos ele gerou e quanto cada um custou. Sem medição, site vira despesa sem resposta. Com medição, vira linha de investimento como qualquer outra.
Perguntas frequentes
A landing page é uma página única focada em conversão, feita para receber anúncio — mais rápida e mais barata. O site institucional tem várias páginas e trabalha o posicionamento orgânico ao longo do tempo. Muita empresa acaba usando os dois.
Hospedagem e domínio têm custo recorrente, e isso é normal. O que varia é se existe mensalidade de manutenção. Vale entender exatamente o que ela cobre antes de assinar.
Um site institucional costuma levar de 15 a 30 dias depois do briefing e do envio do conteúdo. O que mais atrasa projeto não é a produção — é o material do cliente demorar a chegar.